A Arte da Confeitaria na França – La pâte à choux
Pensar na França e imaginar todas aquelas pâtisseries – que dá vontade de comer só de olhar – é se deparar com um mundo novo na arte da confeitaria. A base para a preparação de muitas dessas tentações é a mesma, você já ouviu falar aqui no Brasil das carolinas, bombas, profiteroles, entre outras. Elas são feitas com a pâte à choux, uma massa leve, neutra e perfeita para ser recheada, podendo ser doce ou salgada. Na França, essas iguarias levam outros nomes e existem muitas versões para ela:Les Éclairs:





Le Choux:






Le Paris-Brest:

Les Pièces Montées (Le Croquembouche):



Les Gourgères (au fromage) – a versão salgada da pâte à choux:

Cada vez mais surgem lojas especializadas em cada uma dessas pâtisseries em Paris, com destaque para L’éclair de Gènie (chef Christophe Adam) e outras como: Popelini, La Maison d’Éclair, L’Atelier d’Éclair de Paris. Muitos chefs revisitam esses clássicos, recriando versões modernas e dando a sua personalidade para cada um deles.

Gostaria de destacar aqui um importante clássico, le Paris-Brest, criado em 1910 pelo artisan pâtissier Louis Durand, localizado em Maisons-Laffitte, a poucos quilômetros de Paris. Foi à pedido do jornalista Pierre Giffard, idealizador da corrida de bicicleta Paris-Brest-Paris em 1891, que o confeiteiro criou o doce que seria servido na chegada dos participantes. Ainda hoje é possível experimentar a receita original, na confeitaria da família de Louis Durand, que guarda o segredo da receita a sete chaves. A forma do Paris-Brest representa a roda da bicicleta e era vendida aos pares.

A novidade no mundo da pâte a choux é o quiosque instalado no início de 2014 próximo à torre Eiffel. Serve os pequenos choux doces e salgados, seguindo a tendência da comida de rua, que tem como proposta ser acessível a todos. Os responsáveis por essa empreitada são Alain Ducasse e o chef Christophe Michalak, le Choux d’Enfer.

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